Vida louca, vida… Vida breve, já que eu não posso te levar… Quero que você me leve!
A vida é muito simplória, tudo é muito cinza. O amor parece ser o único mistério que ainda entretêm indivíduos e aparece para dar um colorido na grande depressão em que todos estão imergidos. Eu já acreditei que o amor não existia, porém minhas crenças andam um pouco balançadas, não por algo piegas e passional, mas por uns pingos de chuva que parecem molhar-me enquanto há um sol escaldante por cima do meu corpo.
A vida imita a arte, aliás todos se alucinam com a existência da trágica e quiçá salvadora arte. Nascemos e somos rodeados por fábulas que mostram sempre o mesmo: pessoas em busca do amor. E todos sabem que vivem somente para isso, este é o único caminho para a felicidade. O empecilho existe em usarmos incondicionalmente a palavra amor para materializarmos algo que não existe. O amor não é um sentimento único que surge em uma determinada circunstância. Amor é somente um símbolo da emoção mais nobre que alguém pode sentir por outro ser. O amor talvez seja um milagre. Pessoas que não possuem nenhuma vocação para sentimentos fraternos podem simplesmente começar a caracterizar as mais doces virtudes como compreensão, paciência, perseverança, humildade, empatia e o perdão. Diz-se que o perdão é o maior dom de Deus. Será que o amor não é o deus? Será que quem ama está mais próximo de Deus?
Ao se deixar caprichos e abandonar a vaidade, perdendo a autêntica identidade da natureza humana, que se pode mostrar verdadeiramente orgulhosa e ambiciosa, encontra-se o amor. A solidão não seria sábia? Amamos o desejo, não a pessoa desejada. O desejo é o prazer que o ego de todos necessita. É o poder que tanto perverte, é a mágica, é o sortilégio. É a destruição do altruísmo, e ainda a moralização de todos os princípios éticos que regem a nossa hipocrisia imprescindível para a existência. Pessoas criam sentimentos, pela simples necessidade de sentir. E é perfeitamente aceitável, já que se é impelido a isso como uma obrigação vital. Todavia, somos responsáveis por nossos sentimentos e por quem cativamos. E ainda não se consegue encontrar quem seja maduro suficiente para isso, haja vista que não somos capazes de nos responsabilizarmos por algo que na maioria das vezes é falso, é senso comum.
Já pensei que seria melhor anarquizar e dizer não ao “amor”. No entanto, o amor (ou deus) faz as pessoas melhores. Faz delas sacerdotes humildes que existem para compreender e atender. Consegue ultrapassar preconceitos, acabar com limites. Realiza mudanças, cria o bem voluntário, sem o perigo do temor, ou do medo ao castigo. A liberdade está em fechar-se à paixão, visto que esta sim é traíra e curiosa. Ela fecha os olhos de desventurados para o resto do mundo. Assim não é possível observar o arco-íris. O bem não está próximo do mal? O ódio não é o amor reprimido? O Diabo não caminha ao lado de Deus? A paixão é a cara-metade do amor, é a parte draconiana deste. É o pedaço que provoca o preto no branco, que causa o sofrimento, e chora por querer demais e grita por desejar intensamente o que não se pode ter. É a libido pelo e do poder. Afinal, o amor surge através da liberdade. E citando Rubem Alves, atos são pássaros engaiolados, mas sentimentos são pássaros em vôo. Por obséquio, como se consertam corações? A paixão é provocadora, é sedutora, ela sempre vence, é a verdadeira vida real. Ela comanda, ela tem o fascínio, ela é insaciavelmente humana. Por isso as lágrimas são quentes, elas acalentam os tristes rostos da frieza deste mundo, e também salgadas, para mostrar aos ávidos corpos, a ilusão que é a doçura deste mundo de paixão e, sim, de amor.
Sound of silence
Hello darkness, my old friend
I’ve come to talk with you again.
Because a vision softly creeping
Left its seeds while I was sleeping,
And the vision that was planted in my brain
Still remains within the sound of silence.
Carlos Drummond para reabertura do blog
Definitivo
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional…
Fuga iminente
Há 10 anos sem escrever por aqui. O poço secou. Não sai mais nada da minha cabeça, então, talvez eu comece a postar textos de outras pessoas que eu achei interessante.
Eu deveria estudar, aliás, tenho MUITA coisa pra estudar, já que fiquei um LONGO tempo sem estudar. Eu deveria correr atrás do tempo perdido… É correr ou fugir… acho que estou fugindo e o pior… isso não faz diferença nenhuma. Eu devo ter algum problema.
Everything
I can be an asshole of the grandest kind I can withhold like it's going out of style I can be the moodiest baby And you've never met anyone who is As negative as I am sometimes. I am the wisest woman you've ever met I am the kindest soul with whom you've connected I have the bravest heart that you've ever seen And you've never met anyone who is As positive as I am sometimes. You see everything, you see every part You see all my light, and you love my dark You dig everything of which I'm ashamed There's not anything to which you can't relate And you're still here. I blame everyone else, not my own partaking My passive aggressiveness can be devastating I'm terrified and mistrusting And you've never met anyone Who is as closed down as I am sometimes. You see everything, you see every part You see all my light, and you love my dark You dig everything of which I'm ashamed There's not anything to which you can't relate And you're still here. What I resist persists And speaks louder than I know What I resist, you love No matter how low or high I go. I'm the funniest woman that you've ever known I'm the most dollest woman that you've ever known I'm the most gorgeous woman that you've ever known And you've never met anyone who is As everything as I am sometimes.
Bury me
Talvez eu devesse me matar, quem sabe a minha não-vida seria mais fácil…
Dói…
Alguém acredita em azar? Eu acredito, porque eu sou, simplesmente, a pessoa mais azarada do universo. Existe um dizer do Goethe que quando queremos algo, o mundo inteiro conspira para que consigamos aquilo. Mas me parece que quando eu quero algo, parece que o mundo inteiro conspira para que eu não o consiga.
Eu tinha uma carta na manga que ia ser a salvação de toda minha busca por algo que faria sentido pra mim, e agora, tudo isso se desmaterializou… e dói muito… não por eu não ter conseguido aquilo que eu estava contando, mas porque agora eu voltei a ser a pessoa perdida que eu era antes e novamente eu não sei o que devo fazer. Mais um ano perdido sem fazer nada de significante. Mais um ano tentando achar explicação prum monte de coisas… O que a gente faz quando se está perdido?
Já fiquei 4 meses sem fazer absolutamente nada para ver se surgia algo, já fiz terapia, já experimentei diversos trabalhos e nada me indica algo.
E dói…
Love will tear us apart
Ouvindo Joy Division às 5 da manhã, meio revoltada com a vida… não sei o que fazer do meu futuro… que vida é essa?
Yeah, love will tear us apart AGAIN!
Remember the 5th of November (um pouquinho atrasado)…
Voilà! In view, a humble vaudevillian veteran, cast vicariously as both victim and villain by the vicissitudes of Fate. This visage, no mere veneer of vanity, is a vestige of the vox populi, now vacant, vanished. However, this valorous visitation of a by-gone vexation, stands vivified and has vowed to vanquish these venal and virulent vermin van-guarding vice and vouchsafing the violently vicious and voracious violation of volition.
The only verdict is vengeance; a vendetta, held as a votive, not in vain, for the value and veracity of such shall one day vindicate the vigilant and the virtuous.
Aviso na Porta de um Médico
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
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O plantio é livre, a colheita, obrigatória …
“Não existe nenhuma dificuldade em minha vida que não seja exclusivamente eu mesmo.” C.G.Jung